segunda-feira, 30 de maio de 2011

The green side of life



Atenas não é propriamente uma cidade bonita. Enorme, com uma arquitectura estranha, vale pela zona da Acrópole e seus bairros antigos. Porém tive a sorte de ter uma guia, colega que vive em Atenas, que me levou a descobrir pequenos oásis entre betão, o que de alguma forma me fez sentir em casa levando-me a ver a cidade com outros olhos.
Este é um dos locais fabulosos que A. me levou a descobrir. Um café/bar/restaurante, relativamente perto do estádio olímpico, onde uma construção amiga do ambiente, partilha em harmonia com a mata de pinheiros e outras espécies, um espaço com pequenos percursos pedestres sendo estes bastante usufruídos pelos atenienses.

domingo, 29 de maio de 2011

Quando a praça inundou....




... de surpresa, o vento soprou com força, choveu um pouco, e uma praça preparada para a festarola de Carnaval ficou inundada. Para os Venezianos, nada de estranho, para os turistas, algo típico (qualquer dia Veneza afunda...) mas ao mesmo tempo incómodo, pois para chegar ao hotel, muito caminho tivemos de palmilhar. Pequenas peripécias de quem viaja por este mundo fora.

sábado, 28 de maio de 2011

Redescoberta da dança

Não gosto de dançar. Explico, não gosto de dançar em discotecas e coisas assim, porém, quando as danças são explicadas e têm uma lógica, acho muita piada. O ano passado fui com um amigo italiano ter aulas de danças europeias com a Tradballs. Muito divertido. Porém, ainda não tinha aprendido mais do que uma ou duas músicas portuguesas principalmente do Norte.
Ontem, num encontro muito bom sobre "Experiências de projetos educativos inspiradoras em museus e centros culturais" (não era assim o nome mas foi isto que me ficou) a associação PédeXumbo apresentou um dos seus trabalhos de recolha tradicional das danças do Alentejo e colocou-nos todos a dançar. Diverti-me bastante, mas o que ainda mais me tocou foi ouvir esta música que me levou aos tempos da minha infância. A minha mãe ensinou-nos a mim e às minhas irmãs algumas danças de roda açoreanas e alentejanas (as minhas raízes portanto). O prazer de dançar esta música com alguns amigos foi um "alimento para a alma" (palavras de S.B). Será que estou a redescobrir o prazer de dançar? Acho que vou arriscar mais este ano e colocar os meus pezinhos a saltitar :-)

Pezinho (Outra versão) - Ai dizem mal dos caçadores from Danças Alentejo on Vimeo.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Movimentos cívicos - sim, sem dúvida

ASSEMBLEIA POPULAR - LISBOA - ROSSIO - 23 de MAIO from la emcima on Vimeo.




Nem sempre tenho tempo, ou interesse em participar em manifestações de cariz político, mas quando vejo movimentos cívicos que procuram sair "da caixa", fico contente e se posso participo.
Ouço muita gente dizer que temos direitos, e mais direitos e mais direitos.... e então onde estão os deveres? Eu tenho direito, mas também tenho deveres, e para mim isso também é democracia. Tenho o dever de participar e de me fazer ouvir. Devo ajudar a construir algo onde tenha prazer de viver. E a política também é isso mesmo. Ter opiniões, segui-las e tomar decisões. A política não é feita só pelos políticos. No nosso dia a dia, sempre que optamos por algo, estamos a fazer política.
Não é preciso ir para a Assembleia da República ou estar num partido para se fazer política e fazer as "coisas acontecerem". Pode ser no bairro onde vivemos, nas escolas, no trabalho, em pequena ou em grande escala. Considero verdadeiramente que todos podemos fazer a diferença, e felizmente, há gente que não concorda comigo, outros assim assim, e ainda outros que concordam. Viva a diversidade!
E pronto, apeteceu-me. É bom ver o movimento que está no Rossio apesar de não ter hipotese de lá ir, mas deixa-me com esperança que pode existir um mundo diferente.... basta sair da caixa!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

ui, ela morde... ai!

(Formiga grande em Evia - Grécia)

terça-feira, 17 de maio de 2011

:-)

(Em Piraeus - Grécia)
Para o descanso da guerreira! :-)

sábado, 30 de abril de 2011

Evia - uma ilha encantada




Com mar, e uma floresta lindíssima de abetos, carvalhos, medronheiros e outras espécies tipicamente gregas. Uma Primavera que parece chegou mais tarde que em Portugal, permitiu descobrir gomos a rebentar dos carvalho, olaias com a floração no seu auge e um planalto no topo da montanha com uma imensidão de flores lilases que são o prémio para quem faz uma caminhada sempre a subir de 2horas e descobre uma paisagem de cortar a respiração.
Esta é a minha primeira impressão da Grécia! Obrigada A. por seres a nossa guia nativa e nos levares a descobrir um mundo mediterrânico tão rico. A gastronomia e a queda de água ficam para um próximo post.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Atrás de uma borboleta azul

(Mata Atlântica no Brasil)
Em dia de partida para um mediterrâneo mais profundo, deixo aqui um texto da senadora Marina Silva, com uma sensibilidade para a floresta invejável. Quem me dera que os nossos políticos e decisores tivessem a poesia na escrita e nos corações bem como um pragmatismo orientado por valores ambientais como os que esta Senhora aqui apresenta.
Deixo alguns excertos e depois podem ler o texto integral neste link.

"Tenho pela floresta muito respeito e cuidado. Quem conhece a mata, não entra de peito aberto, mas com muita sutileza. Ali estão o suprimento, a proteção e os perigos. "

"E também o mistério, algo não completamente revelado. Vidas e formas quase imperceptíveis. O encontro, a cada momento, de um cipó diferente, uma raiz, uma textura, uma cor, um cheiro. A descoberta dos sons. Até o vento na copa das árvores compõe melodias únicas, de acordo com a resistência oferecida pela castanheira, a samaúma, o açaizeiro."

"Antes de existir Ecologia como ramo do conhecimento ou ambientalismo como movimento, o sistema da floresta já tinha suas normas, o seu “Ibama” natural, sua sustentabilidade, por meio de um código mítico que funcionava como legislação de proteção da mata e das formas de vida que a habitavam. Não se podia pescar mais do que o necessário, porque a mãe d´água afundaria a canoa. Não se podia caçar demais porque o caboclinho do mato daria uma surra. Não podia matar animal prenhe porque a pessoa ficaria panema, ou seja, sem sorte. E para tirar o azar seria preciso um ritual tão complicado que era preferível deixar o bicho em paz."

"Florestas não são apenas estatísticas. Nem apenas objeto de negociações, de disputa política, de teses, de ambições, de pranto. Antes de mais nada, são florestas, um sistema de vida complexo e criativo. Têm cultura, espiritualidade, economia, infra-estrutura, povos, leis, ciência e tecnologia. E uma identidade tão forte que permanece como uma espécie de radar impregnado nas percepções, no olhar, nos sentimentos, por mais longe que se vá, por mais que se aprenda, conheça e admire as coisas do resto do mundo. "

O texto que Marina escreve, deixa-me de alma cheia e parto com mais esperança num futuro sustentável, amigo do ambiente, sem ter saudosismo do passado, sendo pragmática e talvez como diziam acho que os Trovante, com saudades de um futuro. Um que seja mais risonho e justo. Temos que fazer por isso!!

A floresta não é só paisagem

Ora aqui está um vídeo criado para a Yorn, que está bastante interessante apesar de algumas imprecisões que ao olho profissional saltam logo à vista. O final do vídeo para mim é um pouco estranho mas imagino que tenha a ver com a linha mais "irreverente" da rede de telemóveis.
Pode ser um ponto de partida para um trabalho pedagógico ligado à floresta. Vale a pena dar uma olhadela.

Aqui fica o link pois o vídeo aqui no blogue ficava pela metade.

"A Floresta não é só Paisagem foi um projecto educacional realizado em parceria com a Mapa das Ideias e Cassefaz para a YORN. Na Subsolo criámos toda a animação, desde o guião aos desenhos e ao movimento dos mesmos, com o objectivo foi sensibilizar o público jovem para os segredos escondidos na natureza." (texto retirado do Youtube)

sábado, 23 de abril de 2011

Boas ideias...

.... são para partilhar e aderir se for caso disso!!