Passeando na peninsula de Kaikoura, divirto-me a observar o descanso destes leões marinhos neozelandezes, os quais após vários dias no mar, aqui encontram o seu paraíso. Neste espaço protegido, em que não podem ser caçados, estes gostam de se deitar ao sol, nas rochas quentes, ou nas algas escuras quentinhas. Aqui também fazem a sua higiéne, e muito eles se lavam. Orelhas, barriga, costas, olhos, etc.... é um deleite olhar para eles (sim que são todos machos. As fêmeas estão noutras colónias mais a sul ou a norte de Kaikoura) e só me vem à memória... ai vida triste e dura.... ;-)
terça-feira, 5 de junho de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Ka Roimata o Hine Hukatere
ou "The Tears of the Avalanche Girl".
Tenho lido algumas textos sobre as tradicoes e mitos maori, e quando fui visitar o glaciar de Franz Josef deliciei-me com esta lenda.
Deixo o texto em ingles para que a minha traducao livre nao estrague a beleza desta lenda. (aqui o teclado e diferente por isso perdoem alguns "erros" gramaticais.)
Tenho lido algumas textos sobre as tradicoes e mitos maori, e quando fui visitar o glaciar de Franz Josef deliciei-me com esta lenda.
Deixo o texto em ingles para que a minha traducao livre nao estrague a beleza desta lenda. (aqui o teclado e diferente por isso perdoem alguns "erros" gramaticais.)
(Franz Josef Glacier)
domingo, 27 de maio de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Magia no ar
Há algo de mágico no ar.
Papagaios a voar com as suas cores brilhantes, formas esvoaçantes que desafiam
as leis da física, seguros por mãos pequenas, grandes ou simplesmente presos ao
que o mar nos traz em dias de tempestade. New Brighton, pequena vila junto a
Christchurch, numa tarde bem ventosa presenteou os viandantes com mais de 2
dezenas de papagaios. Sentei-me na areia e com eles voei.
NOTA: Ups, afinal obedecem às leis da física e por isso voam!!! Mas não deixam de ser fantásticos mesmo seguindo tudo à letra!!ihihih
NOTA: Ups, afinal obedecem às leis da física e por isso voam!!! Mas não deixam de ser fantásticos mesmo seguindo tudo à letra!!ihihih
domingo, 13 de maio de 2012
Domingo no campus
Sol, calor, a zona das residencias parece um deserto. Somente se ouvem os pássaros e o sussurrar das folhas que respondem à aragem que lhes dá um olá.
Passeio de mochila às costas e máquina ao peito. Engraçado ver um espaço por onde tenho passado todos os dias rapidamente quase sem tempo para descobrir caminhos, recantos e encantos. No campo de jogos, com mais de 3 ha, 2 equipas femininas jogam futebol. Para variar, não é Rugby e páro para ver um pouco.
Sigo caminho e aprecio um Outono muito colorido num espaço, hoje sem carros, e quase sem ninguém. Passo por outras residências e observo a modificação divertida da sinalização das lombas. Não poderia terminar o passeio pelo universidade sem observar a irreverência estudantil nas camisolas de mais de 20 amigos e amigas a caminho do ginásio.
O sol continua a aquecer e sigo caminho. De óculos de sol, tenho pena de não ter trazido calções e prossigo viagem com a máquina na mão....
(Sonoda residences)
(Ilam Apartments)
(Campus Christchurch)
sábado, 12 de maio de 2012
Pés na areia
Intitulo-me neste blogue como Pé na Estrada, mas hoje foi mais na areia. Apesar do frio que se começa a sentir neste Outono já entradote, o sol brilhava. Beberiquei um "mochachino" quentinho enquanto ouvia música contemporânea muito interessante na biblioteca de New Brighton. Não resisti a ir até à praia, caminhar e molhar os pés.
Areia escura, quase verde da quantidade de matéria orgânica devido às algas, que se imiscui entre os grãos de areia. Este podia ser um passeio à beira mar em Carcavelos, ou no Guincho, mas o sol não engana. Estando a costa virada para Este, o ocaso acontece em terra. Ao longe montanhas com neve deixam adivinhar um Inverno frio. Mas nada disso me arrefece o ânimo de tirar os ténis.
Nada como caminhar descalça e sentir a areia arranhar a palma dos pés, entranhar-se entre os dedos e sentir o frio da água que vai e vem ao sabor da ondulação. Enquanto caminhava, cães brincavam com os donos, imensos papagaios no ar, gaivotas e outras aves apanham bichos que se escondem na areia e fazem estes desenhos giríssimos.
Foi um bom sábado este por aqui, 11 horas à frente do horário português.
Areia escura, quase verde da quantidade de matéria orgânica devido às algas, que se imiscui entre os grãos de areia. Este podia ser um passeio à beira mar em Carcavelos, ou no Guincho, mas o sol não engana. Estando a costa virada para Este, o ocaso acontece em terra. Ao longe montanhas com neve deixam adivinhar um Inverno frio. Mas nada disso me arrefece o ânimo de tirar os ténis.
Nada como caminhar descalça e sentir a areia arranhar a palma dos pés, entranhar-se entre os dedos e sentir o frio da água que vai e vem ao sabor da ondulação. Enquanto caminhava, cães brincavam com os donos, imensos papagaios no ar, gaivotas e outras aves apanham bichos que se escondem na areia e fazem estes desenhos giríssimos.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Silêncio
Esta terra tem uma escala que se pode considerar avassaladora. Nos países com paisagens extensas e pouco compartimentadas eu costumo ter esta sensação, e na Nova Zelândia senti um silêncio que nos cala o interior.
Apesar de já ter visto bastante avifauna e mamíferos, não sei se é pelo frio, se pelo vento se por sei lá o quê, o silêncio impera nas paisagens.
São os lagos, as montanhas, as neves e os rios, a chuva que cai miudinha, o prazer de ver 2 pinguins a regressarem a praia e uma foca lentamente e desajeitadamente a regressar ao mar, tudo me faz ter calma deixando para trás o lufa lufa do dia a dia.
O Outono aqui chegou para ficar, anunciando um Inverno frio. As cores onde imperam os laranjas, amarelos ou castanhos sobre o verde, são intercaladas pelo azul dos lagos, ou pelo branco das montanhas. Aqui o meu "chip" que espera pela Primavera e chegada do Verão, por vezes sente-se confuso. Para que vejam, comprei um mapa estelar para o hemisfério sul, e tenho que pensar, em que mês estou. Não é automático como seria de esperar.
Porém a calma impera e vou-me regalando com paisagens que alimentam a alma. Não é de admirar que tenham vindo aqui filmar o "Lord of the Rings".
terça-feira, 24 de abril de 2012
Cidade resiliente
A nossa sensação ao caminhar pelas ruas, com estradas cortadas, prédios a serem demolidos, casas antigas e novas com o aviso de demolição é que estamos num cenário de guerra. Em algumas casas com aviso de demolição, imagina-se uma vida familiar que já lá não está, ao observarmos pelas janelas cortinas, armários com pratos e chávenas partidas, mobiliário variado e o que se possa imaginar numa casa com vida que teve de ser abandonada rapidamente e para sempre.
Esta desolação contrasta com a recuperação, reconstrução e animação de uma parte logo a seguir à zona vedada, onde se encontram cafés, lojas, bancos entre tantos outros serviços que procuram voltar a dar vida ao centro da cidade. Esta é a razão pela qual chamo a este post cidade resiliente. Apesar do evento catastrófico, é preciso voltar a dar vida e normalidade ao centro da cidade. Um trabalho interessante de arquitectura paisagista embeleza o espaço que envolve os contentores que abrigam as tais lojas e serviços. Músicos tocam, turistas e locais calcorreiam estes caminhos, dando normalidade e rotina a um espaço que a perdeu e pouco a pouco a vai recuperando.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Hei konei ra
Ainda não parti, mas não falta muito. Desta vez decidi ainda ir mais à aventura do que é meu costume e em vez de alugar um carro e ficar em residenciais e afins, aluguei uma casa com rodas.
Vai ser interessante voltar a conduzir no outro lado da estrada, percorrer fiordes, glaciares, florestas frondosas, paisagens deliciosas, com uma casa atrás, maneirinha, mas com o essencial. A ideia é parar para dormir nos parques de campismo para poder tomar duche e tratar da higiéne pessoal com um pouco de mais cuidado, e sentir-me de alguma forma mais segura, mas ao mesmo tempo ter a liberdade de percorrer caminhos, nunca antes percorridos, por mim claro está.
O trabalho tem sido tanto por cá, que ainda não tinha tido verdadeiramente tempo nem espírito para ansiar e vibrar com a minha estadia de mais de 2 meses na Nova Zelandia. Agora que o tempo foge, os relatórios estão quase terminados, os preparativos acumulam-se e já começo a sentir o nervoso miudinho de quem vai viajar e o prazer, ou melhor dizendo, o enorme prazer que tenho em descobrir paisagens novas, gentes diferentes e desafios emocionantes. Este é mais um que a vida me proporciona e quero agarrá-lo e usufruir com toda a disponibilidade e abertura requerida.
"Hei konei ra" - até breve em Maori
segunda-feira, 9 de abril de 2012
De pernas para o ar
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